Estimular a imaginação deles parece estimular também o apetite!
Já imaginou oferecer ao seu filho uma refeição composta de “mini árvore”, “planeta vermelho” e “vagens do poder”? Essas podem ser algumas opções para você se referir aos brócolis, tomates e vagens. De acordo com estudo da fundação Robert Wood Johnson, nos Estados Unidos, alterar o nome de frutas, verduras e legumes faz sua aceitação e consumo crescer entre os pequenos.
A pesquisa realizada com 186 crianças de quatro anos indicou que a ingestão desses alimentos quase dobrou por conta das inovações no jeito de se referir a eles. O resultado foi apresentado no encontro da Associação de Nutrição Escolar Americana e, segundo o estudo, mesmo depois que um tipo de vegetal voltou a ser chamado pelo nome “original”, as crianças continuaram a comer praticamente 50% a mais do que eram acostumadas.
"nessa fase, a taxa de desenvolvimento (tanto físico quanto o cognitivo) é significativa e por isso as crianças precisam se abastecer de nutrientes"
De acordo com o líder da pesquisa, Brian Wansink, da Cornell University, dar nomes divertidos à comida faz as crianças pensarem que vai ser mais legal comê-las, pois a mudança causa uma expectativa diferente em relação ao alimento, o que traz uma nova experiência, mesmo que a comida seja a mesma.
A nutricionista do Emagrecendo, Kelly Fu, explica a importância desses alimentos na infância: “Nessa fase, a taxa de desenvolvimento (tanto físico quanto o cognitivo) é significativa e por isso as crianças precisam se abastecer de nutrientes. Já é consenso que as verduras, os legumes e as frutas são riquíssimas em propriedades nutricionais. É também na primeira infância que a criança começa a adquirir os seus hábitos alimentares e, neste período, os pais ainda exercem uma grande influência, por isso é importante proporcionar uma alimentação de boa qualidade, o que inclui quantidades suficientes e também muita variedade. Usar a criatividade também na preparação, pode ajudar a criança a se habituar com os sabores de cada alimento, por exemplo: omelete de espinafre, arroz com brócolis, salada de beterraba, tomate e cenoura com iogurte light, lasanha de berinjela e arroz com ervilhas”.
por: Dionisio Alexandrini Neto
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