A atenção que os pais devem ter na alimentação dos jovens e adolescentes!
No Brasil, um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM indica que 15% das crianças e 8% dos adolescentes brasileiros são obesos. Há o mito de que a criança gordinha emagrece gradativamente com o passar dos anos por conta da fase de crescimento. Só que estudos revelaram que oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta. Portanto, reeducação alimentar é fundamental, tanto para os adultos que estão acima do peso quanto para as crianças.
Energia Para a Criança? Sim, Mas não em Excesso!
A indústria alimentícia abusa das campanhas publicitárias que promovem propriedades enérgicas aos alimentos direcionados ao público infanto-juvenil. Os comerciais são baseados em expressões que dão a idéia de “coma isso que você terá mais energia”. Só que uma alimentação inadequada com alimentos calóricos, vitaminas e minerais em excesso, além da ausência de atividades físicas, acarretará num processo de ganho de peso.
"há o mito de que a criança gordinha emagrece gradativamente com o passar dos anos por conta da fase de crescimento"
Dicas
A Abeso (Associação Brasileira Para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) destacou alguns erros que não devemos cometer na educação alimentar da criança. Confira abaixo:
Dizer sempre sim: a criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais.
Lanches fora de hora: o ideal são seis refeições diárias e evitar as beliscadas fora desses horários.
Oferecer comida como recompensa: “coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a idéia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar o ódio que a criança sente das saladas.
Brincadeiras na mesa: hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada.
Substituir refeições: não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
Tornar a ida a uma lanchonete, um evento: a comida de casa fica meio sem graça.
Servir sempre a mesma comida: a criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, ter carência de nutrientes, de fibras, etc.
Dar o exemplo: não adianta mandar tomar sucos e somente beber refrigerantes.
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