Aprenda alguns cuidados necessários para evitar que seus alimentos estraguem.
Quem jamais chegou em casa naquela fome e nem se deu ao trabalho de esquentar a comida que permaneceu na panela por algumas horas, fora da geladeira? Ou então, se rendeu àquele pedaço de pizza morno, que sobrou do jantar e ficou “bobeando” ali em cima da mesa? Pois é, essa prática não é nada recomendável! Isso porque há grande proliferação de bactérias enquanto a comida passa por esse processo de resfriamento, o que pode causar até mesmo uma intoxicação alimentar.
Um alimento pronto só deve ficar em temperatura ambiente por no máximo 2 horas, após este período ocorre a sua deterioração e a proliferação de microrganismos. O ideal é deixar o alimento aquecido a 70º (as bactérias gostam de se proliferar na faixa de 5 a 60º.C).
Após as refeições, o certo é transferir a comida que sobrou para recipientes menores e, assim, ter um rápido resfriamento (que não deve ultrapassar 2 horas) e depois congelá-las. Se o alimento ainda estiver “quente”, leve assim mesmo para a geladeira, porém descoberto. Somente após 2 horas de refrigeração, pode-se cobri-lo. A alta temperatura mata as bactérias. Alimentos cozidos na geladeira duram em média 3 dias. Portanto, programe-se.
Desperdício
Uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente. Isso significa uma perda de US$ 1 bilhão por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias. Boa parcela disso é recorrente da má conservação dos alimentos, ou, até mesmo, da falta de bom censo das pessoas que acabam comprando tal produto ou refeição por impulso, exagerando na dose e, sem se preocupar em reservar para mais tarde, descartando “as sobras”.
Uma das opções que surgiram para proporcionar mais segurança na conservação dos alimentos é o sistema caseiro de embalagem à vácuo, pois mantém o produto sem contato com o oxigênio, responsável pela oxidação dos lipídios e gás necessário para o crescimento dos micróbios. Ter informações com relação ao modo correto de conservar esses alimentos que já foram para a mesa (ou produtos abertos) e aproveitá-los para o consumo no futuro é pensar não só no próprio bolso, como também na saúde e em todas as famílias que sofrem com a fome. Os próprios fabricantes da indústria alimentícia disponibilizam dados nos rótulos das embalagens que mostram por quanto tempo é seguro consumir tal produto após aberto, mantendo ou não na geladeira.
Portanto, se programar para alimentar-se e pensar no boa conservação da comida deve fazer parte dos hábitos saudáveis, já que só trará benefícios.
por: Dionisio Alexandrini Neto
fonte: www.bancodealimentos.org.br e Equipe de Nutricionistas do Emagrecendo.
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