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Matéria Publicada: 19/07/10 10h20 Tamanho da Letra: Letra Menor Letra Maior

Voce tem fome de que?

Se alimentar pela "Quantidade" e não pela necessidade pode ser um grande erro!

É inevitável não dar água na boca... Você chega a um restaurante bom, com diversas opções disponíveis no buffet, composto por guarnições, pratos quentes, saladas, queijos e, caso seja uma churrascaria, ainda tem uma infinidade de tipos de carnes que “rondam” o tempo todo a sua mesa. E quantas vezes alguém já falou para você: “Nossa, hoje vou comer tudo que posso!”.

Sim... Muitas pessoas extrapolam na refeição, principalmente se o modelo de cobrança do estabelecimento se basear no preço fixo, no melhor estilo “coma à vontade”. É a ideia de “oportunidade” que pode prejudicar a alimentação adequada. Comer em grande quantidade e aproveitar a variedade dos alimentos, ao máximo, é um hábito errado.

"comer em grande quantidade e aproveitar a variedade dos alimentos, ao máximo, é um hábito errado"

A nutricionista Daniela Carvalho destaca a importância de estar atento ao tamanho do prato e ao fracionamento das refeições ao longo do dia: “Isso influencia bastante na quantidade ingerida. Geralmente, as pessoas se guiam pelo visual do prato e há uma tendência natural de querer preenchê-lo. Outro ponto a ser destacado é o fracionamento das refeições. Ao alimentar-se a cada 2 ou 3 horas no máximo, o individuo chagará com menos fome nas principais refeições e não irá exagerar no tamanho da porção no prato, evitando, inclusive, o desperdício alimentar e o exagero do consumo de calorias".

É importante ressaltar que o cliente que paga um valor x para comer num restaurante, está pagando também pelo ambiente, atendimento, dentre outros fatores, e não só pela comida em si. Essa consciência é fundamental para não extravasar na quantidade e, então, focar na qualidade nutricional. O ideal é alimentar-se bem e aproveitar essa diversificação de alimentos para montar um cardápio que supre não apenas suas vontades, mas sim a real necessidade. Dar uma volta pelo balcão para ver todas as opções de alimentos e se programar para comer é uma boa dica. Mas atenção... De nada adianta pegar de tudo um pouco, várias vezes e achar que está fazendo uma ótima escolha.

Batata e refrigerante grande por mais “50 centavos”?

Hoje, diversas lanchonetes e redes de fast-food oferecem promoções tentadoras de pratos feitos ou combinações de sanduíches e refrigerantes onde o custo se baseia no efeito compensatório, onde aquele de maior quantidade (mesmo que seja pouco mais caro) vale a pena (financeiramente) se comparado às outras opções mais baratas, individuais ou de menor quantia.

Leve mais por menos?

Essa é outra tática de vendas que faz com que as pessoas consumam além do necessário. No passado (não tão distante assim), a maior garrafa de refrigerante era de 2 litros e, hoje, é possível encontrar facilmente a bebida numa embalagem de 3,3 litros! A alegação dos fabricantes é que o consumo dos produtos de grande porte promove a divisão de alimentos e faz com que as pessoas compartilhem o ”prazer” da refeição em grupo. Entretanto, há os que compram tais produtos para consumo próprio e individual. Essas ações de mercado interferem no processo de decisão dos clientes, que, mesmo sem a necessidade de consumirem mais, acabam optando pelo “grande” justamente por conta da “oportunidade”.


por: Dionisio Alexandrini Neto

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