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“Ciclo Estresse-Obesidade” agora comprovado! - Ciência comprova que o estresse diário leva ao ganho de peso.

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Matéria Publicada: 31/08/10 16h03 Tamanho da Letra: Letra Menor Letra Maior

“Ciclo Estresse-Obesidade” agora comprovado!

Ciência comprova que o estresse diário leva ao ganho de peso.

Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso.

Ela estava baseada principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP)e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. 

Ainda não havia provas científicas disso. Agora há. 

Nos trabalhos feitos recentemente, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança

É possível ver que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. Indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal.

No que se refere aos mecanismos de controle ou ganho de peso, isso é um desastre. O cortisol excessivo representa um sinal de perigo que o corpo traduz como uma ordem para poupar energia diante de uma situação de emergência. 

Os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. 

A ciência descobriu que as alterações hormonais agem também sobre outro mecanismo do corpo: o sistema endocanabinoide, com receptores nervosos no cérebro, fígado, nos músculos e na gordura.

Apesar do nome feio, ele desempenha um papel importante no controle do gasto e do acúmulo energético e no metabolismo de gorduras e açúcares. “Uma vez ligado, determina que o corpo guarde mais reservas. E é exatamente isso o que acontece na presença do estresse”, diz o endocrinologista Halpern.

Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie

Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. 

E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. 

Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.

Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral doces e massas – responde da pior maneira possível. 

“Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. 

Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”. 
Por isso a conclusão que os especialistas chegaram é que a melhor maneira de perder peso é ainda a boa e velha reeducação alimentar.

Dica: Quando estiver passando por um desses momentos de estresse e exagero, procure consumir alimentos que não sejam tão gordurosos e prejudiciais (como as bolachas recheadas integrais, com ingredientes como castanhas e granola, salgadinhos assados e sanduiches naturais) e que tenham em sua composição nutrientes que tragam benefícios ao corpo, como por exemplo os biscoitinhos de canjica de milho (sem glúten e 100% natural), chocolate meio amargo (antioxidante), entre outros. 

O segredo para isso é manter estes alimentos e casa ou na bolsa para evitar o “ataque” aos alimentos prejudiciais no momento da vontade incontrolável!

Você pode também (e deve!!) investir nos alimentos que tenham triptofano e consequentemente, que aumentem a produção de serotonina no corpo.

São eles: Banana, chocolate, oleaginosas, peixes, carnes magras. 

Fonte: Isto é independente

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